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terça-feira, 9 de outubro de 2012

Vasos "alternativos"

Vasos em cerâmica japonesa, coreana ou chinesa são as melhores escolhas no Brasil, mas quando grandes o preço os deixa inacessíveis. Vasos bons de ceramistas artesanais brasileiros, em tamanho grande, também são pouco disponíveis e caros.

Apresento algumas alternativas.

Abaixo próximas quatro fotos: fabricados em cimento, com armação metálica, esses vasos são cópias de vasos chineses, feitas por bonsaísta do sul do Brasil. Lamentavelmente a qualidade ficou ruim: racham e apodrecem em 5-6 anos. A meu ver não compensam. Talvez se a massa de cimento for mais forte a durabilidade melhore. Não sei dizer se o cimento se deteriorando altera o pH do substrato.




Na foto acima dá para ver as marcas de ferrugem das armações dentro do cimento.

Abaixo, próximas duas fotos: esse outro vaso, pequeno, também em cimento e sem armação de ferragem, está se mostrando muito mais resistente e de acabamento mais bem feito. Infelizmente o artesão que os fabricou acabou desistindo.


Abaixo, próximas três fotos: meu primeiro vaso em granito. Esse já tem quase 10 anos. Feito em 2002, a massa plástica usada para colar as laterais se ressecou e soltou em 2006, quando sofreu pequena pancada na lateral. Além da baixa durabilidade da massa plástica, o peso desses vasos também é problema.

As dimensões desse vaso acima são: (comprimento X largura X altura) 64cmX40X8. O granito tem 2cm de espessura, e o fundo foi feito em ardósia.
Abaixo, próximas duas fotos: outra tentativa. Dessa vez em granito mais escuro, com os pés mais bem feitos. Dimensões: 35X32X12. Também muito pesado.



Abaixo, próximas três fotos. Evoluindo. Agora em mármore "bambu", asiático, com laterais inclinadas, pés trabalhados e grande furo de drenagem. O fundo em granito cinza para ficar mais barato. As dimensões são: boca: 40X35; fundo: 36X32; altura 12cm. Muito melhor, mas persiste o problema do peso, além da relativa desproporção entre tamanho do vaso e espessura das paredes.



Abaixo: grande vaso em granito areia, com bordas em granito marrom absoluto (assim é chamado na marmoraria); pés trabalhados. Dimensões sem as bordas: boca: 84X76; fundo: 76X52; altura 25cm. Pés em "L"; 12X10 cm na parte maior, colada ao fundo do vaso.


Acima, o Kaedê em treinamento, para desenvolver o nebari e copa. Leanro está quase um metro atrás dele, dando impressão de que o vaso é maior.

Esse vaso parece ser a melhor experiência: a se fazer vasos em granito, melhor que sejam bem grandes. Vasos com essas dimensões, em cerâmica japonesa, custam por volta de 4 a 5 mil dólares, no Japão. Esse saiu por R$520,00 (cerca de 5% do custo do japonês). Além de desenhar o vaso e pagar por ele, fiz várias idas à marmoraria para orientar o trabalhador responsável por cada etapa - cortar as pedras, testar posição, colar, colar as bordas de acabamento e os pés (eles erraram e colaram os pés de cabeça para baixo, face menor colada no fundo, na primeira tentativa). As bordas arredondadas do granito marrom  facilitaram compensar o efeito de borda inclinada das paredes, que tende a acontecer quando se faz vasos de frente e laterais em trapézio, como acima: a borda das paredes da boca tende a ficar evertida para fora, e essa foi uma das razões de colar o granito marrom e melhorar o acabamento. A experiência de fazer os vasos anteriores foi muito importante para o trabalhador conseguir entender a demanda e atender aos pedidos. Foi uma evolução. Agora estou pensando em hexagonais e octogonais, além de acrescentar frisos, etc. Além do peso ficar relativamente "normal" para o tamanho do vaso, o preço com certeza compensa. Para melhorar o problema do ressecamento da massa plástica, cogito usar parafusos com cantoneiras.
Abaixo: detalhes do fundo e dos pés.

Abaixo: temendo sobrecarregar a pedra do fundo, pedi para ser colado pé adicional no meio do vaso, entre os furos de drenagem. Acabei não usando, apoiando o vaso apenas nos pés tradicionais.

Abaixo: visão atual das bancadas de fundo. Colocado sombrite para proteger de chuvas de granizo. O vazo grande com o Kaedê quase não se destaca, no meio da foto.

Na próxima vez mostro outros, em outras pedras, incluindo em pedra sabão, tanto regulares como irregulares.

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