sábado, 19 de maio de 2012

Bambuzal

Uso de bambus em bonsaísmo é comum, seja para plantas de acompanhamento (kusamono) seja para plantações como bonsai.

Abaixo: 12 de outubro de 2010, um ano após ter sido plantado e após ter passado por poda de aclareio (crescera muito, e pode-se ver que a parte de baixo está mais densa que a parte superior, em função de brotação forte. A planta original (adquirido em flora) foi dividido em três touceiras, plantadas assimetricamente. As fotos não fazem juz ao vaso, que é muito mais bonito "em pessoa".


O substrato usado foi:
3 partes de tijolos moídos, granulação de aproximadamente 5mm, peneirado para retirar pó;
1 parte de carvão vegetal triturado também em pedaços de aproximadamente 5mm, também peneirado;
1 parte de pedrisco (areia de rio), mesma granulação 5mm.
1 parte de terra vegetal preta. A terra não foi misturada ao tijolo moído, mas colocada emoldurando as paredes internas do vaso, para não entupir o substrato.

Gosta de meia-sombra e rega abundante. O sol direto por mais de 4 horas/dia amarela as folhas e aumenta a necessidade de limpezas mais regulares.

Adubado com osmocote e foliares (sempre um pouco mais diluídos) a cada quinze dias, mesmo nas épocas mais frias. Na primavera e verão passados ganhou Biogold, e adorou (como todas as plantas).

Abaixo, detalhe do arranjo das pedras. Elas são oriundas dos arredores de Belo Horizonte, ricas em minério de ferro. Foi deixado espaço para simular regato, no meio do vaso, praticamente sem substrato (uma camada muito fina, para ficar espaço vazio).

Abaixo: 19 de maio de 2012. Houve crescimento e adensamento da "moita de bambu", as folhas da parte superior secaram quase todas, mas perdi a hora de fazer uma poda de aclareio para eliminar hastes velhas: agora, só quando o frio acabar.

Abaixo, detalhe do "riacho", entupido de folhas caídas. Vai precisar ser limpo também.

Há variações na aceitação da denominação "bonsai" para vasos de bambu, mesmo miniatura. Alguns autores consideram bonsai apenas as árvores lenhosas em miniatura, deixando de fora suculentas, flores, bambus, etc. Naka, no segundo livro (Bonsai techniques II, 1982, p.395) trata com naturalidade o uso de bambus como bonsai. Como nesse caso foi feita uma "paisagem", parece ser mais pertinente considerar como "penjing" que bonsai.

A espécie usada neste caso foi Pogonatherum paniceum (Lam.) Hack., cujas sinonímias, segundo LORENZI E SOUZA (2003, 2a reimpressão, p. 564) são Sacharum paniceum e Perotis polystacha.  Aqueles autores referem ser nativa da China, Austrália e Malásia. Não é citada entre as espécies de bambu "clássicas" para bonsai. Na verdade, não encontrei referência a ela nem mesmo no guia de ótima qualidade de MEREDITH (2009). Portanto talvez seja novidade para algumas pessoas, uma contribuição para enriquecer o leque de alternativas.

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